» Nossa cidade

 

As primeiras notícias que se tem da cidade de Tejupá remontam ao fim do século IXX, por volta de 1.868, com a criação do povoado de Nossa Senhora da Patrocínio, pelas famílias: Leal, Ilhéus e Pifanos.

Destes primeiros anos da vida do recém nascido povoado, pouco se tem notícia, pois nada ou quase nada se encontra escrito. Ninguém se interessou por angariar esta história que era contada de boca em boca pelos mais idosos. Com a morte destes, a história viva do povoado se perdeu. Aquilo que foi possível recuperar é o seguinte;

 
 

Tejupá iniciou sua existência 21 anos após , precisamente em 06 de junho de 1.889, quando a então povoação foi elevada a condição de distrito de Piraju, através da Lei nº 614 e passou a denominar-se Pedra Branca.

Em 25 de agosto de 1.892, foi criado o Cartório de Registro Civil e Anexos, sendo que sua instalação data de 06 de março de 1.902.

Seu primeiro escrivão foi o senhor Francisco Antonio de Oliveira, o primeiro Juiz de Paz foi o senhor Antonio Baptista de Abranches e o senhor Luiz Labo Galvão Bueno o primeiro Delegado do Distrito.

Anos depois, após consulta feita a seus moradores, seu nome passou a ser Belo Monte. Para isso foi considerada a beleza dos montes que circundavam a sua sede.

Como católicos que eram, logo as pessoas pensaram na construção de uma igreja. Seus sonhos se concretizaram com a colocação da pedra fundamental do prédio da igreja pelo senhor Mariano Furlan. As missas na Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio eram celebradas pelo padre Gasparini, que residia na cidade de Manduri. Depois a comunidade foi atendida pelo padre Pio, que residia, já aposentado, no Asilo São Vicente de Paula, de Piraju.

Já em dezembro de 1908, Aquiles Frassinelli havia instalado os primeiros telefones públicos em Piraju, sede da Comarca, e em seguida transferiu a concessão à firma J. Banqueiro & Cia Ltda, que estendeu uma linha até Bello Monte.

Em 1.917 a população de Bello Monte era de : urbana – 313 e rural- 3.267 habitantes.

Note-se que na época não havia êxodo rural e a maioria da população era de lavradores que habitavam a zona rural, vindo para a a cidade para as festas, compras ou para os cultos religiosos.Na década de 20 Diogo Manuel Goulart, montou uma máquina de beneficiar café com capacidade para beneficiar 200 arrobas por dia e empregava 05 operários.

Agostinho de Arruda e o Major Diogo Goulart (político de Tejupá) que deu nome à Avenida onde se localiza a Escola Estadual “Orizena de Souza Elena”.

Em 21 de outubro de 1.928, o Boletim Republicano publicava os candidatos a Juiz de Paz de Bello Monte e foram os seguintes: Major Diogo Manoel Goulart, agricultor; Domingos Pereira da Silveira, agricultor e Crispin Von Ah Junior, agricultor.

Como curiosidade, em 1.890, após a Proclamação da República, Pedra Branca( Tejupá) tinha 30 eleitores.

Já em 1.952, após um intenso esforço político, o distrito de Tejupá passou a ter 240 habitantes na zona urbana e 2.990na zona rural, perfazendo um total de 3.230. Como se nota, prevalecia ainda a população rural.

Anos depois foi criada a paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio, com a então vinda do padre Ângelo Ramires Lucena. O padre Ramires havia sido reitor e professor do Seminário Menor “São José”, da cidade de Botucatu. Por sua vida extremamente simples e por suas obras em prol dos jovens seminaristas, mais tarde, foi condecorado com o título de Monsenhor, vindo a falecer na Chácara Nazaré, no município de Taquarituba. Após sua morte, o Centro de Saúde de Tejupá recebeu o nome de Centro de Saúde Monsenhor Ângelo Ramires Lucena.

No final da administração do prefeito de Piraju, Angelim Dell’ Agnolo foram instalados telefones em Tejupá , ainda distrito, e no Bairro de Taquaras.

Além dos telefones, Angelim Dell’Agnolo colocou a iluminação pública , construiu um grupo escolar para 120 alunos, no Bairro de Taquaras ( prédio onde hoje funciona a Creche Municipal) e arborizou o jardim de Tejupá.

Em 1.962, formou-se uma comissão com a finalidade de pleitear junto ao governo do Estado a elevação à condição de município, obtendo pleno êxito, pois em 31 de dezembro de 1.963, foi promulgada a Lei Estadual nº 8050, que concedia a emancipação política e administrativa do então Distrito de Tejupá, palavra que segundo a tradição local , significa, Vale Montanhoso e também pela existência na época , de choças de índios que habitavam nos montes.

Sua instalação verificou-se 02 ( dois ) anos após, ou seja, em 25 de abril de 1.965, sendo empossados os senhores Antonio Fávaro e Pedro Enz Filho, como Prefeito e Vice-Prefeito, respectivamente. Os mesmos faziam parte da coligação UDN-PSP e obtiveram respectivamente 635 votos dos 635 existentes. Elegeram-se também 09 vereadores e entre eles o senhor Miguel Fávaro, primo do prefeito eleito.

Todos os anos, nesta data, feriado municipal, celebra-se o aniversário da emancipação político-administrativa do município.

Nossas canções:

Canção a Tejupá
Letra e Música: Osvaldo Maraia

Da minha vida, questão fazia
De um dia Tejupá eu conhecer
Cai a noite, vem o dia,
E o meu desejo eu vi satisfazer.
Matas e serras e até a solidão
Quem te conhece,
Sempre traz recordação
Tudo se alegra ao som de um violão
Deixar o Tejupá, me dói o coração.
Tejupá muito te alegro te conhecer,
Mas, se algum dia for preciso
Eu te feixar
Chorando partirei, mas, vou te prometer,
Tejupá nunca hei de esquecer.


Canção a Tejupá
Letra: Terezinha de Jesus

Tejupá é nosso ninho
Recanto de amor
Tem a graça de um carinho
E a beleza de uma flor.
Com simples versos
Tejupá quero saudar.
Tua natureza é riqueza
Que devemos conservar.
25 de abril
Com respeito e amor.
Vou cantar a Tejupá
O seu hino de louvor.
 

Hino de Tejup
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